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De aluno reprovado em português a escritor renomado: como Monteiro Lobato revolucionou a literatura infantil

Considerado o maior nome da literatura infantil brasileira, Monteiro Lobato é o criador do Sítio do Pica Pau Amarelo, obra de mais de 20 livros e seu maior sucesso como escritor.

Considerado o maior nome da literatura infantil brasileira, Monteiro Lobato completaria 142 anos de vida nesta quinta-feira (18) se ainda estivesse vivo. O escritor é criador do Sítio do Pica Pau Amarelo, sua obra de maior sucesso.

Com mais de 20 livros publicados no total, ele narrou a vida e as aventuras de personagens que são conhecidos em todo o Brasil, como Narizinho, Pedrinho, Emília, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde, Saci, Cuca, entre outros.

Essas obras infantis – além de outras criadas por Lobato que não fazem parte da série do Sítio do Pica Pau Amarelo – ajudaram a revolucionar a literatura infantil no Brasil.

Isso porque ele conseguiu introduzir as crianças no mundo dos livros de forma simples, com histórias atrativas e principalmente enriquecidas pelo folclore do país.

“Monteiro Lobato é a principal voz desse gênero porque, antes dele, existiam pouquíssimas produções literárias infantis brasileiras. A maioria dos conteúdos literários infantis era estrangeira e passava por tradução para o português. Então ele construiu um universo brasileiro, com personagens, paisagens e problemas brasileiros, algo que deu muito certo”, explica o professor de literatura da Universidade de Taubaté, Luzimar Goulart Gouvêa.

Apesar disso, antes de fazer história na literatura infantil do país, Monteiro Lobato cresceu com outro sonho e teve outras áreas de atuação, como por exemplo como advogado, fazendeiro e empresário – leia abaixo alguns detalhes da trajetória do escritor.

Por outro lado, nos últimos anos o escritor tem sido alvo de polêmicas por uso de termos considerados preconceituosos e racistas, tanto que algumas obras passaram por um processo de reedição – entenda no fim da reportagem.

Trajetória

José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, uma cidade do interior de São Paulo onde a família do escritor sempre morou. A história começou com o avô José Francisco Monteiro (o Visconde de Tremembé), que tinha uma fazenda de café no município.

Monteiro Lobato passou a infância justamente na fazenda do avô. De acordo com o coordenador do Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, Wallace Ferreira, o local acabou sendo a inspiração para o Sítio do Pica Pau Amarelo.

“Lobato nasceu em Taubaté e passou a maior parte da infância nessa fazenda, que fica no bairro Chácara do Visconde. E ele se apegou tanto ao local e que se inspirou nele para criar o Sítio do Pica Pau Amarelo, que é sua principal obra. Nos livros ele cita alguns elementos da fazenda que estão presentes até hoje, como por exemplo as famosas jaqueiras”, afirma Wallace.

Ainda na infância, o taubateano, que inicialmente tinha o sonho de ser pintor, chegou a reprovar na escola em um curso preparação de português – matéria que passou a dominar anos depois.

Apesar da forte ligação com Taubaté, Lobato morou também em outras cidades da região, como no município que hoje é chamado Monteiro Lobato, justamente por conta do escritor, e em Areias. Além disso, passou também boa parte da vida na capital paulista.

Foi em São Paulo que, em 1900, Monteiro Lobato ingressou no curso de direito. Ele conseguiu se formar e, inclusive, chegou a trabalhar como promotor de justiça em Taubaté e Areias.

“O primeiro sonho dele foi ser pintor, mas acabou se tornando advogado por vontade do avô, com quem tinha forte relação. Mas ele sempre teve um lado artista e acabou fazendo sucesso escrevendo”, pontua Wallace.

Lobato teve trabalhos também como redator de jornais da época. Foi assim que começou a ser conhecido como escritor – em 1914, escreveu um artigo chamado ‘Velha Praga’, que quatro anos depois integrou o livro de contos ‘Urupês’. A obra teve como personagem principal o conhecido Jeca Tatu.

Anos antes, Monteiro Lobato herdou da família a Fazenda Buquira, na cidade de Monteiro Lobato, onde escreveu suas principais obras. Com o sucesso, abriu editoras e, por isso, também atuou como empresário.

Outra passagem marcante da vida de Lobato é a prisão. Ele ficou preso por cerca de três meses em 1941 por fazer críticas ao governo de Getúlio Vargas.

“Monteiro Lobato era considerado polêmico por conta das críticas que fazia. Ele era muito verdadeiro. Nessa ocasião, ele fez uma crítica em relação à questão do petróleo no Brasil e acabou detido”, afirma o especialista.

Além de ‘Urupês’, o escritor escreveu outras obras dedicadas ao público adulto que ficaram conhecidas, como ‘Cidades Mortas’ (1919), ‘Negrinha’ (1920), ‘Presidente Negro’ (1926) e ‘O Escândalo do Petróleo e do Ferro’ (1936).

Ele morreu no dia 4 de julho de 1948, em São Paulo, por conta de um acidente vascular cerebral (AVC).

Sítio do Pica Pau Amarelo

A obra de maior sucesso de Monteiro Lobato é o Sítio do Pica Pau Amarelo, uma série de livros infantis, que foram publicados a partir da década de 20.

Com linguagem simples e didática, o que facilita o entendimento do público infantil, os livros da série contam a história e as aventuras vividas no sítio por personagens que são extremamente conhecidos no país, como Narizinho, Pedrinho, Emília, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde, Saci, Cuca e Rabicó.

Confira a lista de livros do Sítio do Pica Pau Amarelo:

  • O saci (1921)
  • Fábulas (1922)
  • As aventuras de Hans Staden (1927)
  • Reinações de Narizinho (1931)
  • Viagem ao céu (1932)
  • Caçadas de Pedrinho (1933)
  • História do mundo para as crianças (1933)
  • Emília no País da Gramática (1934)
  • Aritmética da Emília (1935)
  • Geografia de Dona Benta (1935)
  • História das invenções (1935)
  • Dom Quixote das crianças (1936)
  • Memórias de Emília (1936)
  • Serões de Dona Benta (1937)
  • O poço do Visconde (1937)
  • Histórias de tia Nastácia (1937)
  • O Picapau Amarelo (1939)
  • O Minotauro (1939)
  • A reforma da natureza (1941)
  • A chave do tamanho (1942)
  • Os doze trabalhos de Hércules (1944)

Racismo

Livros escritos por Monteiro Lobato passaram a ser alvo de polêmicas nos últimos anos por conta do uso de termos preconceituosos e racistas. Uma das obras mais conhecidas – ‘Negrinha’ – tem como personagem principal uma criança órfã de sete anos mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados“, conforme trecho do próprio livro.

Para o professor de literatura Luzimar Goulart Gouvêa, o escritor representava a visão de uma classe da sociedade que era preconceituosa e, em suas obras, discriminava não apenas pessoas negras.

“Há trechos nos livros de Lobato que são preconceituosos contra negros, indígenas, pobres e caipiras. E o que me incomoda até hoje é que, mais de 100 anos após a publicação das obras, ele segue sendo uma referência na literatura brasileira. Não conseguimos produzir nada novo no país”, questiona Luzimar.

Alguns livros do escritor chegaram a passar, inclusive, por um processo de edição e atualização, com exclusão de passagens racistas.

“Isso é problemático, hipócrita e mercadológico”, pontua o professor.

Por outro lado, o coordenador do Museu Monteiro Lobato, Wallace Ferreira, acredita que a visão de Monteiro Lobato era influenciada pelo contexto da época e que a releitura e atualização de seus livros é uma medida necessária.

“De fato existem termos que hoje são considerados problemáticos e isso é algo a se discutir, mas ele nasceu no século 19 e foi influenciado pelo contexto daquela época. Pode ser que daqui 100 anos a maneira que estamos vivendo hoje seja considerada errada também”, afirma Wallace.

FONTE: G1



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